Sr Palito não é ninguém. Alguém. É um cara como outro qualquer.

É o presente calejando onde o sapato aperta. Sr Palito não é um caso raro, diferente no meio da multidão – pelo contrário, ele é a multidão.

É aquele que passa ao seu lado sem ser notado. Sr Palito não é diferente de todos os outros, faz planos para o futuro mas vive o presente com desdém. Quer ir ao médico, mas vai esperar.

Sr Palito não se importa. E tem um jeito muito dele pra isso – que é um quase se importar, como um começo, um lampejo, uma necessidade. Ah… os “quase” e os “se” da vida.

Sr Palito não é. Nunca foi.