Sob o profundo vazio oceânico.
23/10/2008
nas profundezas, aguarda para dar o bote. o pequeno submergível avança por mil léguas submarinas sem se dar conta da caverna escondida entre lacuanas e carências. breves tentáculos, silenciosos como desejos, perfuram a água.
suspiros são interrompidos. sentem-se atemorizados e perdidos. a lanterna, outrora corajosa, entrega-lhes um sombrio e profundo vazio. o ataque é invisível. o ousado casulo metálico, portador de uma mensagem de paz, é envolvido pelas milhares de ventosas.
as verdades ocultas se mostram. são irracionais e despedaçam os visitantes. foram renegadas há eras e fazem muito estrago quando incomodadas.
