Encontre Silêncio. Eis a sua pista.
27/09/2008
Eu sou uma antiguidade. Um velho binóculo. Estou à venda. De onde estou, avisto muitas outras antiguidades como eu. Vinis e vitrolas, uma replica de escafandro de gosto duvidoso, bibelôs, bules de prata.
Tem muita gente por aqui e carros estacionados. Vejo o nome de uma praça. Uma praça com um X no meio.
Do outro lado da rua, há um restaurente com nome de santo.
Também do outro lado da rua, há uma vitrine de onde vejo um neon rosa com nome de mulher. E flores. Muitas e variadas flores. De lá, vem um lindo som, mas apesar disso, de lá também vem Silêncio.
Vá ate esse lugar, encontre-se com uma das pessoas que vejo ali.
Diga ” Silencio trazia redenção” para alguma delas.
Mas não se esqueca de dizer que “Silêncio trazia redenção”.
Boa sorte…
* Este lugar cheio de flores so estará aberto pela manha. Se voce pretende encontrar Silêncio, tire fotos da sua busca, mande para mim depois.
27/09/2008 at 05:46
Olá senhor Palito. Seu Blog é muito bonito. Encontrei-o por acaso e tenho sempre visitado quando posso… Não sei de que cidade vc posta, mas duvido muito que seja próxima da minha – estou numa cidadezinha pequena, entre as montanhas de Minas. Adoraria encontrar Silêncio, Solidão e Saudade… Mas estou longe, e já convivo com os três. Quem sabe eu também não deveria espalhar meu Silêncio, minha Solidão e minha Saudade para compartilhá-los, assim como vc? De qualquer forma, desejo boa sorte aos “caçadores”.
28/09/2008 at 04:33
Sr Palito,o Silêncio agora é meu… eu o encontrei! Por coincidência, ele quebrou o silêncio… mas não me disse o que eu queria ouvir! “…ainda há muita dor em silêncio.” Não sei se vou buscar Solidão e Saudade…
29/09/2008 at 03:32
Quando o silêncio se quebra não há 0800 para resolver, como na praça, ele se cerca de antiguidades, aquelas que não têm mais garantias. Aliás o que esperar da vida palito? Ela nunca nos oferece garantias, e de silencio em silencio rompemos barreiras… a barreira do som, da compreensão, da solidão… Arrisque-se duas ou três vezes mais… melhor! Seis ou doze.. desista de entender, ninguém mais deveria tentar. Pense nos amigos, eles estarão pensando em você também. E lembre-se, não dá pra achar o que nunca se perdeu.
29/09/2008 at 03:42
lindo comentario, anonimo. talvez, melhor se soubesse quem é vc. v parece me conhecer, afinal, tenho tentado entender. afinal, nao tenho pensado nos amigos. afinal, tenho tentado perder coisas por aí.
29/09/2008 at 03:46
Querida detentora de Silêncio.
É um prazer dividir este momento com vc. Silencio é apenas um e espero sinceramente que ele ajude vc em todas as novas buscas.
29/09/2008 at 03:48
Querida Cristina,
Infelizmente vc tem razão. Não haverá um boneco nas montanhas de minas, o que não quer dizer que haverá mto Silêncio, Solidão e Saudade por lá. Obrigado pelas palavras tão gentis e espero que continue tendo o prazer dos seus acessos :)
05/10/2008 at 22:00
Talvez eu conheça essa praça.
Se for a que imagino, comi muito pastel nela.
Desabafei demais com uma amiga.
Naquela época não tínhamos tempo pra silêncio, pelo contrário, tínhamos que aproveitar cada segundo pra desabafar o que não podia ser revelado pra todo mundo. E o melhor jeito de esconder essas palavras, era soltá-las no meio da praça, no meio das gentes que nem prestavam atenção na gente.
Lembro das vitrines, cheia de antiguidades. Renovadas, por sinal. Apaixonei-me uma vez por um abajour. E outras coisas florescentes. Mas de lá mesmo, só trouxe livros velhos e empoeirados com dedicatórias pra outras pessoas.
Eram dias ruins. Mas ao mesmo tempo bons.
Seu texto, acabou por me trazer Saudade…
Bjs!