acordou com o amargo na boca, muito embora não tivesse relacionado isso ao sonho ruim. sempre que uma mensagem aparecia nos sonhos de forma subjetiva, durante o dia ela se materializava nas placas da rua, na frase, no adeus.
aliás, um truque bem manjado dos sonhos: atravessar a noite, seu território limite, e invadir a vida desperta.
naquele mesmo dia, no exato momento em que o sonho penetrava pela vida dele, percebeu que não queria mais estar atrelado àquele pensamento onírico. estava cheio de ver o mesmo sonho ruim aportar na sua soleira sem ser convidado.
em última instância, estava cheio de ser atacado pela sua própria vida.
06/08/2008 at 00:03
cansa, né. às vezes a gente tem que mudar o caminho dela, ou pelo menos as coisas que ela usa pra atacar.