08/07/2008

Fez as malas ainda que não fosse movê-las. Deixou-as no hall de entrada, encostadas, despercebidas. Um dia, sairia de fato e aí sim, as malas teriam servido. Ou um dia entraria de fato na casa e, assim, as traria junto. As malas continham as roupas e os objetos triviais, nada mais.

Todo o resto, não tinha a opção de empacotar. Levava na memória as fotos que rasgara, os sons que apagara, as lembranças ruins tanto quanto as boas. Levava todos os laços que (vez ou outra podia se ver nitidamente) eram parecidos demais com torniquetes.

One Response to “”

  1. lEtA Says:

    as malas e malas que encheríamos se conseguissemos (des)encaixotar tudo o que trazemos dentro…

    – permita-me que lhe diga que a espaços acho os textos que aqui deixa simplesmente fabulosos -


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