1 minuto de silêncio.
29/04/2008
‘Fazer silêncio’ não é apenas força de expressão. ‘Fazer silêncio’ é tão difícil quanto fazer qualquer outra coisa. Quanto fazer um foguete, fazer vasos de argila naquelas mesinhas que giram, fazer abdominais, fazer uma ligação.
‘Fazer silêncio’ diz mais respeito ao ato de fazer que ao ato de silênciar. É preciso construir o silêncio, tijolo por tijolo. E isso não é nada simples porque fazer silêncio não é só o contrário de fazer barulho.
‘Fazer silêncio’ não é deixar de emitir, é omitir-se.
29/04/2008 at 16:35
Nunca gostei de silêncio, embora, às vezes, ele seja necessário.
29/04/2008 at 17:54
Falar é facil, quero ver calar.
29/04/2008 at 19:13
Faz uns bons meses que eu venho tentando silenciar. E eu concordo muito com vc: Não é nada simples. Calar diz mesmo, muita coisa…
01/05/2008 at 01:35
me fez lembrar o velho Drummond:
“por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.”
01/05/2008 at 04:34
concordei tanto que fui correndo pegar meu depeche mode pra ouvir enjoy the silence.
09/05/2008 at 19:30
Puta texto.
Abs.